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CD à venda na loja A Universal (São Paulo/SP)

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A tradicional distribuidora/loja de CDs e DVDs A Universal abriu uma nova loja em São Paulo, especializada em Rock e Metal. Fica na Av. Ipiranga 1034 (tel. 11-3313-8151), e inclusive tem um espaço para pequenos shows.

Mais uma opção para comprar o CD do Psychotic Eyes.


Acima o Casagrande, gerente da loja e colecionador de material de bandas de heavy metal e hard rock. Reparem que o CD está bem posicionado, na seção Thrash/Death/Black.

Resenha do site Novo Metal

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E webzine Novo Metal publicou uma resenha do CD do Psychotic Eyes. O mais interessante é que o site disponibiliza um espaço para que todos comentem a resenha de dêem nota ao CD.

Clique aqui para ler.

A volta triunfal dos solos de guitarra

Posted by Dimitri Brandi On 1 comentários

O que me fez querer aprender a tocar guitarra foi um solo. Mais especificamente o de "Aces High" do Iron Maiden. Lembro-me até hoje da primeira vez que ouvi esse solo, parecia que tinha sido atingido por um ataque aéreo. Claro que eu já gostava muito de música em geral, e de metal e Iron Maiden em particular, mas até então eu não havia percebido a força que um bom solo de guitarra tem. O instrumento consegue passar agressividade, melodia e emoção, tudo ao mesmo tempo, quando o solo é bem composto e executado.

Comecei então a estudar, sempre sonhando em me tornar um grande guitarrista solo. No começo eu tinha muito preconceito contra guitarristas que só fazem base, me parecia que eles não sabiam tocar direito. O curioso é que mesmo eu me dedicando e direcionando meu estudo para os solos, eu não conseguia compor meus próprios de um jeito que me satisfizesse. Eu estava enganado, achando que bastava estudar a técnica, fazer exercícios o dia inteiro e tentar tocar o mais rápido possível para construir um grande solo.

Algo curioso e que às vezes me incomodou é que os solos de guitarra volta e meia "saem de moda". É comum em algumas épocas as bandas se orgulharem de não fazerem solos, dizerem que solos são idiotas ou inúteis. Isso às vezes é uma opção artística de um bom músico, mas às vezes é só um discurso que serve para encobrir as deficiências técnicas do guitarrista.

Houve até movimentos musicais que ficaram famosos por abolirem ou não se importarem com solos. Assim foi com o Punk, o Grunge, mesmo que isso não seja de todo verdade, pois algumas das melhores bandas dessas épocas faziam sim solos de guitarra. Até dentro do metal existem bandas famosas por não fazerem solos, como é o caso do Napalm Death, ou que simplesmente os abandonaram em alguma época, como fez o Paradise Lost na sua recente fase mais gótica.

Para minha sorte, parece que a moda de falar mal de solos e de cortá-los das músicas está acabando. Vários álbuns lançados recentemente tem uma verdadeira chuva de solos, alguns trabalhadíssimos (não confundir com virtuose gratuita), e até mesmo músicas em que o tempo dedicado ao solo acaba sendo maior do que a parte dos vocais.

Três exemplos que considero marcantes:

1) "The Stench of Redemption", do Deicide. A banda sempre teve solos de guitarra, mas é preciso reconhecer que a maioria do trabalho dos irmãos Hoffman nesse quesito não era marcante, até mesmo existem alguns solos bem ruinzinhos nos últimos álbuns. Mas agora, com a dupla de guitarristas Jack Owen e Ralph Santolla, os solos estão mais agressivos, técnicos e apurados do que nunca. A faixa título é uma verdadeira aula!

2) O último álbum do Trivium também é um verdadeiro festival de solos. Embora a banda não me agrade muito, fico muito feliz em ver, numa banda mainstream e mais comercial, a preocupação com a qualidade técnica dos solos. Tem tanto solo no último álbum que às vezes fica até chato, pois as faixas possuem uma estrutura muito parecida. Outra banda dessa leva que sempre mostrou ótimos trabalhos de guitarra solo é o Shadows Fall.

3) "The Blackening", último do Machine Head. Sempre fui um grande fã do trabalho do Robb Flynn, mesmo sabendo que a maioria dos fãs puristas de metal malhava e muito o Machine Head, pelas influências de groove, rap e nu-metal que a banda às vezes adicionava em seu som. Mas desde o álbum "Through the Ashes of Empires" a banda só tem feito 100% metal, e isso chega ao ápice nesse novo disco. Existem faixas em que a duração dos solos supera os oito minutos, às vezes dois solos diferentes tocados ao mesmo tempo, que é algo que muito me agrada quando bem composto.

Será que desta vez os solos estão de volta? E com força total?

O curioso é que nessa geração de guitarristas solos não existe nenhum que poderíamos dizer que é um "novo Deus da guitarra". Não tem nenhum novo Eddie Van Halen ou Randy Rhoads, o que talvez seja uma excelente notícia, pois está ficando claro que não é necessário uma técnica sobre-humana para construir um solo inesquecível. E talvez assim não tenhamos que aguentar uma nova safra de guitarristas imitação ou de músicos que só se preocupam com a velocidade, como se tocar fosse um exercício físico ou uma competição.

Resenha do site Metal Vox

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O webzine Metal Vox, um dos mais respeitados sites brasileiros de metal, publicou uma resenha do CD de estréia do Psychotic Eyes.

Clique aqui para ler.

Resenha na Rock Hard/Valhalla n. 51

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A revista Rock Hard / Valhalla (número 51, capa acima) publicou a seguinte resenha sobre nosso CD de estréia.


PSYCHOTIC EYES
Psychotic Eyes
Independente - Nac.

Em um tempo distante, no meio dos anos 90, mais precisamente em nossa sétima edição, uma demo fez a cabeça deste que vos escreve. Gravação boa, arte e release apresentáveis e um som que tinha o que mostrar. Algo que na época esperava que pudesse vingar.

Passados quase dez anos, eis que me vem a notícia de que o mesmo grupo estava na ativa e... vejam só: com o seu primeiro CD oficial! E para a minha felicidade, eu soube que o grupo tinha um carinho especial pela resenha que eu havia feito na ocasião, pois foi a partir dela que se abriram algumas portas, e em virtude disso, um dos integrantes do grupo, o guitarrista e vocalista Dimitri Brandi, quis me conhecer pessoalmente para entregar o álbum em mãos.

Pode parecer que agora estou começando a "fazer média", mas garanto a vocês que não. Nunca ganharei nada fazendo esse tipo de coisa. E também pelo fato de que como depois de tanto tempo, alguém ia querer agradecer por uma resenha que, para ser sincero, eu já tinha até me esquecido (bom, não sou um computador ambulante)?

Bom, mas e o som? Percebe-se que eles deram uma boa evoluída, mas não perderam a essência do grupo, que era fazer um thrash/death calcado na escola de Tampa (Flórida), com uns riffs meio Death (a banda). Da formação original restaram apenas o já citado Dimitri Brandi e o baterista Alexandre Tamarossi, mas a rapaziada continua mandando muito bem.

É preciso fazer alguma melhora? Pessoalmente, acredito que eles estão no caminho certo, com músicas bem estruturadas e um cadenciamento muito cativante. A faixa-título é uma das que mais me agradou. Eles também fizeram uma pequena homenagem ao thrash old school na música "Black Lotus". Outra que é uma desgraceira é a faixa "Carnage is My Name". Nome legal e música idem.

Destaque também para a sacada do grupo em colocar as letras traduzidas no encarte, facilitando e muito a compreensão das mensagens que eles querem passar.

Lançar uma demo há dez anos e chegar agora ao álbum oficial é um sonho que se torna realidade, provando que a perseverança é uma virtude essencial ao homem. Muito obrigado pelo reconhecimento do meu trabalho e eu agradeço a vocês por continuarem firmes nessa batalha de tocar metal neste nosso país querido e, às vezes, odiado.

Alexander Maurício
Nota 8,5