Em adendo à entrevista publicada na Roadie Crew n. 105 (leia abaixo), o site da revista disponibilizou um mp3 da música "Black Lotus". A razão da escolha é que essa música foi objeto de uma pergunta específica do redator Alexandre Oliveira.
Acesse aqui para baixar o arquivo!

A revista Roadie Crew (n. 105, capa acima) publicou uma entrevista de página inteira com o Psychotic Eyes. As perguntas foram elaboradas pelo Alexandre Oliveira, velho conhecido da banda e de todos os que lutam pelo metal brasileiro. As respostas ficaram a cargo do guitarrista Dimitri Brandi, que ficou muito orgulhoso com a publicação de sua lista de álbums preferidos.
Leia abaixo o texto que introduz a matéria:
Por Alexandre Oliveira
O Psychotic Eyes nasceu na capital paulista em 1999, lançou uma Demo que repercutiu bem na época, mas cessou as atividades no fim de 2002, quando estava prestes a lançar o segundo trabalho. A volta ocorreu em 2004, e somente agora, três anos depois, a estréia oficial chega às prateleiras. O auto-intitulado Psychotic Eyes revela um Death/Thrash Metal técnico, com bastante influência da banda Death, e já se credencia como um dos melhores álbuns nacionais do ano.

A revista Rock Hard/Valhalla publicou uma entrevista com o Psyhotic Eyes, respondida pelo guitarrista/vocalista Dimitri Brandi. A matéria saiu na edição 52. A banda agradece a toda a equipe da publicação, em especial ao Vinicius Mariano, responsável pela elaboração das perguntas, que demonstrou extensa pesquisa e excelente conhecimento do metal nacional!
Abaixo o texto que introduz a matéria:
PSYCHOTIC EYES - NÃO AOS RÓTULOS
Após quase uma década de lutas, contratempos, frustrações e até problemas de saúde, o Psychotic Eyes lança o seu primeiro álbum explorando ingredientes do thrash, death, metal extremo e até do heavy tradicional. O guitarrista Dimitri nos falou um pouco mais de como foram esses anos de batalha para lançar o debut, que traz um toque de requinte ao som extremo.
Na mesma edição há uma elogiosa resenha ao show do Psychotic Eyes no II Ranch Festival, evento que já comentamos aqui neste blog. Segue o começo do texto:
II THE RANCH FEST
29/07/2007 – Rancho dos Ingleses – Araçoiaba da Serra [SP]
Passou rápido! Apenas quatro meses após a estréia do evento, aconteceu a segunda edição do The Ranch Festival [veja resenha do primeiro festival em nossa edição 49]. A sucessão de edições é prova do sucesso desse novo evento na região de Sorocaba com proposta inovadora que visa combinar a vida simples do interior com o melhor do rock ‘n’ roll de todos os cantos. A diversidade regional das bandas fora, de fato, o destaque dessa segunda edição.
Quando iniciamos a gravação de nosso primeiro CD, eu estava obcecado com a pesquisa de timbres de guitarra para usar nas gravações. Encaminhei e-mails para vários guitarristas e produtores que admiro, pedindo, com alguma cara-de-pau, dicas sobre som e equipamentos. Além de vários amigos de bandas brasileiras, que me responderam muito bem, fui surpreendido com um e-mail do Markus Kuschke, também conhecido como Infernal, guitarrista da banda alemã Desaster.
Infernal me contou detalhes sobre seu equipamento e técnicas de gravação e timbragem que ele usara no disco "Angelwhore", então o último e um dos melhores trabalhos do Desaster.
Quando nosso CD ficou pronto, enviei uma cópia para ele. Mais uma vez, a simpatia do Infernal me surpreendeu, pois ele me enviou uma mensagem comentando e elogiando o trabalho do Psychotic Eyes (traduzido abaixo):
"Sim, o CD chegou! Muito obrigado por me enviá-lo! Eu realmente gostei do som das guitarras, elas soam muito bem, muito autênticas! Sim, parecem um pouco com o meu som. Ambos guitarristas tocam muito bem, e o baterista é realmente habilidoso. Mas não gostei muito do som da bateria, está muito moderno para os meus ouvidos, eu não aprecio esses bumbos trigados e caixa timbrada aguda, não soa muito poderoso. "Bloody Years Forever" tem um excelente e dramático riff no início da música! Seu jeito de cantar me lembrou Mille do Kreator! Ao todo, o estilo de vocês é um pouco "progressivo" demais para o meu gosto, prefiro músicas mais simples, sem tantos arranjos, mas não importa, muito obrigado pelo CD e boa sorte no futuro para você e para a banda! Talvez possamos tocar juntos na nossa próxima tournê pela América do Sul no outono de 2008!"
Não tive palavras para agradecer a gentileza do Markus, que inclusive autorizou a divulgação de seus comentários. Mas expliquei para ele que não usamos triggers na bateria, o timbre dos bumbos saiu inteiramente dos pés do baterista Alexandre Tamarossi e da experiência do produtor Alex Nasser, que não por acaso também é um excelente baterista.


