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Comentários sobre as faixas do CD (Parte 1)

Posted by Dimitri Brandi On 0 comentários

Esta postagem comenta, brevemente, as letras e as músicas de nosso primeiro CD, lançado agora em 2007.

1) CELEBRATE THE BLOOD
Abre o disco com uma pegada bem thrash. A letra fala da manipulação da sociedade por meio da disseminação do medo e da sensação de violência descontrolada. É algo que os programas de televisão exploram ao máximo, transformando todos nós em vítimas de uma violência que nem sempre é real. Medo, ódio e vingança não são solução, mas instrumentos usados pelas ditaduras para desviar a atenção e disseminar a ignorância.
É a única música do CD que não possui solo, talvez para dar uma cara mais direta e agressiva. O final dela é das partes mais brutais que já escrevemos.

2) BLOODY YEARS FOREVER
Música antiga, mas que nunca havia sido gravada. Substituímos a maioria dos riffs e criamos uma parte atmosférica no meio, em que o baixo do Leandro desenvolve frases melódicas muito legais, antes da volta dos riffs pesados. A base do solo é uma quebradeira desgraçada. Também considero que nessa música estão algumas das minhas melhores performances como vocalista.
A letra é totalmente inspirada no livro "Frankenstein: o prometeu moderno" de Mary Shelley. Tanto eu quanto o Alexandre somos grandes fãs desse livro e do filme que foi feito inspirado nele, estrelado pelo Kenneth Branagh e Robert de Niro.
O curioso é que quando estava escrevendo a letra, sentei uma noite para reler o livro no original em inglês. Por uma incrível coincidência, o ritmo de várias frases se encaixava perfeitamente com a métrica da melodia dos riffs. Achei estranho mas aproveitei a sorte, usando frases inteiras do livro em alguns versos da música.

3) PSYCHOTIC EYES
Primeira faixa de nossa primeira demo, aqui regravada com novo arranjo, mais thrash. Também refiz o solo e o Valdemar sugeriu uma parte diferente no final.
A letra fala de psicoses e alucinação, com o personagem principal ouvindo vozes em sua mente, e aos poucos perdendo a noção da realidade e do certo e errado.
Gravei uma parte no início com vocais invertidos, que dão um clima bem malvado. Espero que ninguém nos processe por isso, como já fizeram com o Ozzy, Judas Priest e Slayer.

4) THE BLACK LOTUS
Nossa homenagem ao thrash e heavy clássicos da década de 80. É a única música em que cantei com vocais limpos em alguns trechos, para dar aquele clima de discos como "Show no Mercy" e "Curse the Gods".
A música tem uma parte no meio inspirada na música árabe. Pedimos ao Alex, nosso produtor e especialista nos estilos orientais de música, para tocar uma parte no Derbak, percussão típica do Oriente Médio.
A letra fala da celebração que é um show de heavy metal, fazendo alguns paralelos com um ritual religioso em que a fé é substituída pela música.

continua...

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